sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ORIGENS DE CUNHA

ORIGENS DE CUNHA




A localidade, estrategicamente situada na carreira de Guaratinguetá a Parati, era ponto de abastecimento para os cargueiros que desciam de Minas Gerais e, durante o ciclo do café, ali existiam barreiras fiscais – a do Taboão e a do Onça – por onde passava boa parte da produção de Guaratinguetá, Silveira, Lorena e até mesmo Pindamonhangaba.
Ao longo da rota de Guaratinguetá a Parati levantaram-se os povoados de Campo Alegre, Facão e Boa Vista. A respeito deste último coletamos algumas informações. Ali, o reinol Luís da Silva Porto, proprietário da Fazenda Boa Vista, levantara capela sob a invocação de Jesus, Maria e José. A 9/1/1742 Dom Frei João da Cruz, Bispo do Rio de Janeiro, concedeu-lhe licença para que o Vigário da Vara do Distrito, padre José Alves Villela, pudesse ir benzer a capela, o que foi feito a 1/4/1742.

Foto


O fundador colocou também no altar outras imagens de sua devoção: as de Nossa Senhora da Conceição e de Santo Antonio. Todas essas declarações foram prestadas por sua filha perante o Dr. Joaquim Procópio Pico Salgado, provedor da cidade e comarca de São Paulo, em correição na capitania no ano de 1805. Após o falecimento do instituidor, foi constituído patrimônio de 200 braças de terras de testada com meia légua de sertão, não tendo porem a capela rendimento algum. O instituidor mantinha um pároco na capela, que chegou a ser freguesia interina. Morrendo Luís da Silva Porto, ficou na administração da capela seu filho, o padre Floriano de Toledo Silva. Falecendo este, zelou pela capela uma sua irmã, destituída pelo provedor da comarca em razão de ser a existente – protetora- mulher que pelo seu sexo lhe he emcompatível.
Em seu lugar foi nomeado o irmão, o Capitão-Mor de Cunha, José Vaz da Silva –Juizo de Órfãos da Capital/DAESP, Proc.12776-.
O povoado do Facão datava de 1723 e foi o proferido quando se cogitou de estabelecer paróquia na região. Entre os anos de 1736 e 1739 criou-se a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Facão.
O nome Facão deu origem a muita polêmica, José Jacinto Ribeiro em sua Chronologia Paulista –II:278 – acolhe a verso segundo a qual o nome derivou de uma família espanhola, Falcon, estabelecida na região por volta de 1730. Carlos da Silveira, profundo e documentado conhecedor da história do povoamento do Vale do Paraíba, prefere a verso de que o nome viria do sítio do núcleo, levantado em um contraforte ou “Facão” da Serra do Mar, além do que observa que a designação Falcão não se encontra nos primeiros mapas de recenseamentos de ordenanças. O povoado foi erigido em vila sob o governo de D. Francisco da Cunha Menezes e teria recebido o nome em homenagem a esse administrador






Nos Ofícios Diversos de Cunha, depositados na Divisão do Arquivo do Estado, localizamos cópia do auto de ereção da vila de Cunha e levantamento do pelourinho, que transcrevemos devido a seu excepcional conteúdo informativo. Nele se relatam os procedimentos legais que foram seguidos e é um documento, que por sua importância, transcende os quadros da mera história regional. É o seguinte seu conteúdo:

Auto de Ereção da nova Villa de Cunha -1785

Auto de Ereção da nova Villa de Cunha e levantamento de pelourinho, que mandou fazer o Doutor Sebastião José Ferreira Barroco, Ouvidor Geral e Corregedor desta Comarca.






Anno do Nascimtº de Nosso Senhor Jezus Christo de mil, e sete centos, e oitenta, e sinco,, aos vinte, e oito dias do Mez de Outubro do ditto anno, nesta Vª de Cunha, no lugar mais competente délla, onde veio o Doutor Sebastião José Ferrª Barroco, Ouvidor Geral, e Corregedor desta Comarca de Sam Paulo, com migo Escrivão de Seo Cargo adiante nomeado, e mais Pessoas principaes da dita Villa, novamente creada, abaixo assignados, e sendo ahi pelo dito Doutor Ouvidor Geral, e Corregedor da Comarca foi determinado o lugar, em que se havia de levantar o Pelourinho para esta dita nova Vª, symbolo das Justiças, e nelle mandou em presença de todos, com festivos applausos, e acclamações de Contentamento, com repetidos vivas a Sua Magestade Fidellissima, que Deos Guarde, a muito alta, e mtº poderosa Rainha Nossa Senhora Dona Maria primeira, levantar o sobredito Pelourinho de um madeiro grosso cuadrado, e lavrado com com as insígnias nelle postas de quatro argollas de ferro, ou braços pelos lados, e um Cutello no aldo do rematte; e outro sim mandou o dº Doutor Ouvidor Geral, e Corregedor da Comarca, que junto do dito pelourinho, no termo, que se achava vaga se fizesse Caza da Câmara e Cadeia, e que em quanto se não dava a esta cumprimento alugassem os officiaes da Câmara uma Casa com tronco para nella se conservarem os presos; e que por evitar o prejuízo, que causaria aos possuidores das terras, imediatas a esta Freguezia maior extenção do Rocio, que ficará sendo Rocio desta Villa até o Facão de Sima, e chegando aos Vallos do Capitão José Gomes de Siqueira, e d´ali pela Estrada athé o Apertado chamada do Facão, procurando d´esta parte o Alto do Cume, hindo correndo pelos Altos vizinhos á elle thé a paragem chamada = Santa Cruz = no caminho de Dona Clara Maria dos Santos, e passando deste lugar pelo Alto da Igreja Velha, procurando o Alto do Caminho que vai para a Santa Cruz do Mato Dentro, e Bocaina, e indo deste lugar a intestar com os vallos de Jozé Alves d´Oliveira, procurando a Estrada, correndo por esta adiante thé o do Facão de Sima, onde se achão os preditos vallos do já dito Capitão José Gomes; de q. m porquanto se originavão varias difficuld.es a respeito de se assignar o termo, que hade dividir esta Villa, da de Guaratinguithá; e elle dito ministro necessitava fazer algumas averiguações mais, para evitar todas as duvidas para o fucturo, que como a jurisdicção n´esta Vª se não havia de principiar a exercitar senão no primeiro de janeiro do anno fucturo de mil, settecentos e oitenta e seis, que antes disso elle dº Ministro determinaria os limites, que achasse mais claros para servirem de divisa do Termo desta nova Villa; e das Vizinhas, e por este modo houve elle ditto Ministro por Erecta esta nova Villa de Cunha, a qual mandou que se não chamasse mais Freguesia do Facão, e que exercitasse jurisidição sobre si, independente da Villa de Goartª, de que para constar mandou fazer este Auto de Ereção, que foi abraçado, e applaudido por todas as Pessoas principaes, e Povo d´esta nova Vª , que concorrerão com o Rdº Vigário perante o Santíssimo Sacramento, que se achava expoosto na Igreja Matriz a implorar o devido auxilio para o bem aceitado Governo desta terra; cujo Auto foi assignado pelo dº Doutor Ouvidor Geral, e Corregedor da Comarca, e as Pessoas principais d´esta Villa, e os mais que se acharão prezentes; e eu, João da Costa Silva, Escrivão da Ouvidoria Geral, e Correição o escrevi, e assignei= Sebastião José Ferrª Barroco= Francisco Nabo Freire= Victorianno dos Santos Souza= José Gomes de Siqrª=Antonio José de Macedo= Antonio Ferrão de Carvalho= Antonio Pires Querido Portugal= Manoel Antonio Barata= Diogo Lucas da Cunha= João Borges dos Santos= João Perª da Costa= Ignácio de Loiola Freire= Pedro dos Santos Sousa= José Monteiro dos Santos= João Montrº Silva= Manoel Lopes Monteiro Sª= José Antonio de Souza= Antonio Monteiro Silva= Manoel Lopes Silva= Antonio Perª Duarte= José Alvez de Oliveira= José Borges dos Santos= Felix Gomes de Siqueira= José Gomes Botello= Julio Carlos da Silveira= João Monteiro Ferras= Manoel Roiz da Costa= José Vaz da Silva, - Ofícios Diversos de Cunha/DAESP, Cx 202, P.1, D.96, Ordem 997-.

SINOPSIS DA SITUAÇÃO DE CUNHA EM 1882

Ilmos. Exmos. Senrs.



A Câmara Municipal da Cidade de Cunha em desempenho de um dos deveres do honrôzo mandanto que lhe-foi confiado, vêm ante V.Excias illustres representantes da Província a presentar a Synopsis do estado actual deste município, bem como o relatório das suas mais urgentes necessidades, convencida de que a digna Assembéa Legislativa de São Paulo, na presente Sessão, não será surda ao reclamos d´esta população, a os gemidos agonizantes do Termo que de finha a mingôa de recursos, por quanto há muitos annos que na meza orçamentária só lhe tem sido dadas migalhas.
Espera pois esta Câmara que os dignos eleitos da Província, não hão de considerar este município como filho espúrio da heróica São Paulo, mas sim como digno e merecedor dos benefícios á que tem direito.



Lavoura


Em todo o município cultiva-se com resultado de abundante messe, o milho, feijão, arroz e batatas, á difficuldade, porem, de exportação de vidas as más estradas para os pontos consumidores traz desanimo total á os lavradores que no final das contas vê o producto dos seos gêneros consumidos pelas despêzas. Com excepção de pequenas zonas, é este Município de uma uberdade prodigioza, não só para Cereaes de toda natureza como para café, fumo, cana de assucar, trigo, mandioca e todas as fructas de grande consumo nos mercados, como sejão a castanha, tâmara, uvas, pecegos, marmellos, goiabas, ameixas pretas, etc. Quanto ao fumo e o café, ainda a pouco foram premiados na exposição de Porto Alegre, merecendo aquelle a Medalha de Prata; e este, a de bronse; sendo certo que o Café teria também a medalha de prata, si não fosse remettido, como foi, sem o devido benefeciamento.


Industria



Há no município dous engenhos de moer cana para o fabrico d´aguardente, cujos proprietários reconhecidamente laboriozos, sentem-se desanimados em face da difficuldade de exportação, pois que as despesas absorvem mais da metade do producto; ficando por conseqüência, um liquido tão insignificante que não compensa o trabalho empregado.
O anno passado, pela 1ª vez neste município, em saiou-se a vinicultura, cujo rezultado de mostrou que 320 cepas de uvas Americanas, não bem tratadas, produzem 30 decimos de vinho e este, de superior qualidade, e que forão vendidos na razão de 25$000 reis o décimo, sendo certo que os compradores e outros que conhecem a qualidade deste vinho, já se propuserão á comprar toda a porção que foi feito esse anno com maior vantagem para o fabricante.
Também em saiou-se o anno passado, e sabe á Câmara, que já se trabalha este anno na factura de doces de pecegos e marmelo cuja industria é de resultado vantojozo para o município, attendendo-se á enorme producção d´aquellas fructas que só assim poderão ser aproveitadas; porquanto não podendo ser transportadas para outros logares, por falta de viação fácil, o resultado é depois de sasonados – cahirem e em tal abundancia que chega a fazer lamaçal em redor das arvorês.Esta industria porêm não poderá ter incremento, ainda pela mesma difficuldade de exportação. Conseqüência da falta de uma boa estrada, para os mercados consumidores; o que é para lamentar, porquanto é industria que pode ser levada á grande escala e constituindo um importante ramo de interesse no município; sendo também certo que a vinicultura pode igualmente levantar o município do abatimento em que está; uma vez que haja facilidade de exportação.


Madeiras


Todo o Município é abundante de madeiras de construção e de marcenaria que não são aproveitadas por outros tantas mil difficuldades do transporte. A não ser as que são empregadas nas construcções locaes, o excedente – uma fortuna! ou é utilizada como combustível, ou é destruído pelo fogo, meio de que a nossa lavoura infelizmente dispõe para facilitar a cultura, ou então perde-s deteriosa-se por exposição ao tempo.
Entre as madeiras mais communs si enumera: o pino, o cedro, o vinhático, a peroba,o jacarandá, a canela brava e preta, o ipê, a massaranduba, a cabiúna, a candeia, o jiquitibá,o balsamo, a sucopira, a canjirana, o quebra machado ou pau ferro, a pequia, o cabacinho, o sabragy, o pecequeiro bravo, a lagoa, o gumirim, a aroeira preta, o angelim, o sassafrás e outras variedades ou mais raras ou de menos valor.


Creações


O gênero suíno é objecto das attenções de innumeros creadores, que possuem grandes manadas.
Os porcos desenvolvem-se muito bem e quando são sujeitos a Ceva, alguns chegam a produzir pezo superior a 12 arrobas só em toucinho.
Em outras fazendas crião-se outras qualidades de animaes.
O gado vacum e cavallar se produz com muita facilidade.
O gado lanígero é creado em pequena escala.
È bem crescidoo numero de aves domesticas, de que também se fás exportação em larga escala.

Minerais


Existem riquesas mineraes me todo o município, á espera de quem possa exploral-as.
No entanto não se tem feito estudos, no sentido da de terminação das diversas espécies mineralógicas.
Consta-nos apenas que alguém obteve privilegio para mineração de ouro e outros metaes na zona do município a atravessada pela Serra do Mar.
Vê-se, em certas localidades, na superfície do solo, numerozos fragmentos de carvão mineral. Em outros pontos encontram-se fragmentos de crystal de rocha, alguns de superior qualidade.
Existem carbonatos calcareos de estimação variável e de que se encontrariam boas jazidas, com algum e talvez bem diminuto trabalho.
Há largas extensões de terreno que são constituídos em sua mor parte por malacachetas.
Existem pequenas fontes mineraes ferruginosas, mas em completo abandono.
No logar Pedra Branca da frequesia de Campos Novos, encontra-se uma fonte, cujo água a crença popular diz ser milagroza, cujo gosto é nauseante, cuja temperatura é, em certas occaziões, mais sensivelmente elevada do que a do ambiente e cuja analyse qualitativa não se tem de terminado.


Eis,pois Exmos Senrs em ligeiros e inperfeitos traços os elementos que tem este Município para sua prosperidade, si V.Excias do tarem-no com uma boa estrada de exportação, único recurso que poderá levantal-o do lastimável abatimento em que cahio.



Palpitantes necessidades do Município que pedem pronptos reparos.



Igrejas



Existem: a Matriz, a Capella do Rozário, a Capella dos Remédios e a Capella da Senhora da Lapa; a excepção desta que está bem conservada, e tem a decência preciza para os actos solennes da religião, todas as mais necessitão de urgentes reparos.
A matriz que é um Templo vasto e espaçozo, não tardará ver desabar o seo tecto; tal é o estado de ruína em que se –acha; o que será para lamentar, porquanto é um edifício que faz honra ao logar e lembra o espírito religioso dos antepassados.
Tendo á Assembléa Provincial de cretado em 1880 – uma lotteria para as obras desta Matriz a te hoje não foi de terminada a sua extracção. Uma outra lotteria também concedeo á Assembléa em 1880 – para as obras do Rozario e como aquella, até hoje não foi extrahida, estando porisso paralizadas as obras, visto como a irmandade não tem recursos para continual-as, e ainda está em alcance com um particular que não duvidou adiantar para a mesma obra 1:222$300 réis, sendo ainda credor de 705$050 réis.
A capella dos Remédios está em tal estado de deteriozação, que hamais de quatro annos foram retiradas d´ali as Sagradas Imagens. Esta Capella possue 1 ½ apólice da divida publica, cujos juros tem applicação especial.


Cadeia e Caza da Câmara


Perde-se na escuridão dos tempos, á epocha em que foi construída este edifício; d ´ahi por que o seo estado é ameaçado desabamento, si promptas providencias não forem tomadas de modo á impedil-o.
Mais de uma vez tem está Câmara e o Delegado de Policia representado a os poderes competentes solicitar da quota para os Concertos d´este edifício; mão grado, porem, taes representações não tem merecido á attenção que era de esperar, e o resultado será d´aqui a pouco tempo, não termos Cadeia para prizão dos Criminosos nem Caza para os trabalhos da Câmara e as Sessões do Jury. É certo que aqui veio o Engenheiro da Província, Doutor Trigo de Loureiro (hoje fallecido) para fazer o orçamento das obras necessárias a conservação da Cadeia, e calculou-as em 6:000$000 reís (seis contos de réis); segundo a Câmara está informada. Dessa épocha para cá seis annos mais oumenos, nada mais se tratou a respeito.
Espera, pois, esta Câmara que os illustres Deputados da actual Assembléa tomando na devida consideração esta succinta exposição, dignar-se-hão de consignar na lei do orçamento, a quota preciza para as obras da Cadeia, cuja cifra não deverá ser menor de 6:000$000 reis.

Água


É uma verdadeira calamidade para os habitantes desta cidade a falta de água, máxime, de água potável; pois que as pequenas fontes existentes – a lem de serem distante da povoação úm kilometro mais oumenos, dês lisam por logares que medem a mesma extensão, e cujos caminhos em de manda das mesmas fontes são montanhosos e alcantilados; tanto isto é verdade, quanto é certo que as famílias desfavorecidas de meios, soffrem constantemente falta de água para os misteres de suas Cazas. Um dos dignos Deputados da legislatura passada, apresentou um projecto á Assembléa pedido 6:000$000 reis para um Chafaris nesta Cidade; cujo projecto está em 2º discussão.
Si, pois, os illustres representantes da Província em tenderem que esta palpitante necessidade deve ser remediada, a Câmara pede que no projecto se offereça a seguinte emenda: em vez de 6: sejam de cretados dez contos de reis, pois que insufficiente é aquella quota para este melhoramento attento as despesas inprescendiveis á fazer-se.






Estradas


Trêz sãos as estradas de exportação do Município: a que vai a Guaratinguetá, a que se dirige á Lorena e á Villa da Bocaina e a que demanda o porto de Paraty.
A primeira, que não é amais freqüentada, por ser a de maior distancia e montanhoza em quase toda sua extensão, a pouco tempo foi cavada e roçada e porisso está transitável; a 2ª que é a de Lorena e que também vai á Guaratinguetá, está em péssimo estado. A 3ª que é a de Paraty, não há muito tempo que foi percorrida pelo engenheiro da Província, Doutor Carlos Americano Freire, dequem mereceo o qualificativo de – Caminho do Inferno – segundo consta á esta Câmara.
E nessa mesma estrada que funciona a barreira do Taboão, e onde os pobres agricultores vão pagar pesadíssimos impostos pelos gêneros que exportão ao porto de Paraty.
Sobre taes inpostos; a Câmara chama á attenção de V.Excias e pede misericórdia para a pobre lavoura do seo Município e piedade para o fraco Commercio desta Cidade. Este Município se consideraria feliz se ao menos tivesse uma boa estrada: uma só!
São estas Exmos Senhores, as necessidades mais palpitantes d´este Município, e que a Câmara em tende ser do seo dever traser ao conhecimento de V.Excias. a fim de que possão ser tomadas na devida consideração, recebendo o auxilio de que tanto carece, e, uma vez attendidos, a Câmara e seos munícipes não poderão já mais olvidar o seo reconhecimento aos dignos representantes da Província de São Paulo, verdadeiros eleitos do povo no regimêm da sabia e patriótica Lei de 9 de Janeiro de 1881. Deos Guarde á V. Excias. – Paço da Câmara Municipal da Cidade de Cunha, em Sessão ordinária de 11 de Fevereiro de 1882.


Illmos Exmos Senrs. Presidente e Membros da Assemblea Provincial de São Paulo


Ismael Francisco Guimarães
José Manoel dos Santos
Luis Vas da Silva
Luiz Manoel de Andrade
José Prudente de Toledo